Carta Política sobre a participação social em Mecanismos de Implementação, Relatórios e Acompanhamento

Carta Política sobre Participación Social en Mecanismos de Implementación, Informes y Seguimiento

1. As organizações da sociedade civil abaixo assinadas, reunidas em razão do Seminário de 20 anos do IDDH, realizado em 05 de junho de 2024, no Auditório da Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS/OMS em Brasília/DF/Brasil, com o tema: “Participação Social: Mecanismos Internacionais de Monitoramento e Seguimento de Direitos Humanos”, elaboraram e assinaram a presente carta política.

1. Las organizaciones de la sociedad civil abajo firmantes, reunidas en ocasión del Seminario 20º Aniversario del IDDH, realizado el 5 de junio de 2024 en el Auditorio de la Organización Panamericana de la Salud – OPS/OMS en Brasilia/DF/Brasil, sobre el tema: «Participación Social: Mecanismos Internacionales de Monitoreo y Seguimiento de los Derechos Humanos», han redactado y firmado la presente carta política.

 

2. Considerando o conceito de Mecanismos Nacionais de Implementação, Relatórios e Acompanhamento (NMIRFs, na sigla em inglês) disseminado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) .

2. Considerando el concepto de Mecanismos Nacionales de Implementación, Presentación de Informes y Seguimiento (NMIRF por sus siglas en inglés) difundido por la Oficina del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos (OACNUDH).

 

3. Considerando as Resoluções da Assembleia Geral (A/66/860, A/68/268), que orientam o estabelecimento destes Mecanismos pois consideram que a implementação de recomendações de direitos humanos se beneficia de um acompanhamento expandido e institucionalizado em nível nacional; bem como as Resoluções do Conselho de Direitos Humanos (Resolução 30/25; Resolução 36/29;  Resolução 42/30; Resolução 51/33).

3. Considerando las Resoluciones de la Asamblea General (A/66/860, A/68/268), que orientan el establecimiento de estos Mecanismos por considerar que la aplicación de las recomendaciones en materia de derechos humanos se beneficia de un seguimiento ampliado e institucionalizado a nivel nacional; así como las Resoluciones del Consejo de Derechos Humanos (Resolución 30/25; Resolución 36/29; Resolución 42/30; Resolución 51/33).

 

4. Considerando o relatório sobre Mecanismos Nacionais de Implementação de Recomendações e Decisões Internacionais em matéria de Direitos Humanosda Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH/OEA) de 2023, que identifica cinco funções que os Mecanismos devem desempenhar para promover o adequado cumprimento e implementação das decisões internacionais de direitos humanos.

4. Considerando el informe sobre «Mecanismos Nacionales de Implementación de Recomendaciones y Decisiones Internacionales en Materia de Derechos Humanos» de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH/OEA) de 2023, que identifica cinco funciones que deben cumplir los Mecanismos para promover el adecuado cumplimiento e implementación de las decisiones internacionales en materia de derechos humanos

 

5. Considerando as publicações recentes desenvolvidas respectivamente pelo Coletivo RPU Brasil e Coletivo RPU América do Sul sobre o tema da participação social nos NMIRFs.

5. Considerando las recientes publicaciones desarrolladas respectivamente por el Coletivo RPU Brasil y Colectivo RPU América del Sur sobre el tema de la participación social en los NMIRFs. 

 

6. Manifestamos nosso compromisso com os direitos humanos para todas as pessoas, que passa necessariamente pela promoção da educação em direitos humanos e efetiva participação social.

6. Expresamos nuestro compromiso con los derechos humanos para todas las personas, lo que implica necesariamente la promoción de la educación en derechos humanos y la participación social efectiva.

 

7. Concordamos que os MNIRF de nossos países devem buscar a eficácia nos termos das quatro  capacidades definidas pelo ACNUDH/ONU e cinco funções estabelecidas pela CIDH/OEA, não se restringindo apenas às capacidades relacionadas à ampla consulta, mas a garantia efetiva de uma participação sistemática e institucionalizada, assim como a harmonização destes mecanismos com aqueles nacionais de controle social para com os direitos humanos.

7. Coincidimos en que los NMIRFs de nuestros países deben buscar ser efectivos en términos de las cuatro capacidades definidas por la OACNUDH y las cinco funciones establecidas por la CIDH/OEA, no restringidas sólo a las capacidades relacionadas con la consulta amplia, sino también a la garantía efectiva de la participación sistemática e institucionalizada, así como armonizar estos mecanismos con los mecanismos nacionales de control social de los derechos humanos.

 

8. Requeremos aos nossos Estados que já possuem ou estão em fase de construção de seus NMIRF, que os estruturem levando em consideração o seu contexto particular e capacidades próprias nacionais ou seja, valorizando as necessidades locais.

8. Llamamos a nuestros Estados, que ya tienen o están en proceso de construir sus propios NMIRF, a estructurarlos teniendo en cuenta su contexto particular y sus propias capacidades nacionales, es decir, valorando las necesidades locales. 

 

9. Ressaltamos que estes NMIRFs não devem se restringir a plataformas de coleta de dados para elaboração de relatórios, mas devem servir como ponto de partida para construção e melhorias de políticas públicas e indicadores para monitorar a implementação dos direitos humanos em nossos países. E nos casos em que houver plataforma online de dados, que ela seja aberta ao público, garantindo transparência e acesso à informação. 

9. Enfatizamos que estos NMIRFs no deben limitarse a plataformas de recolección de datos para la elaboración de informes, sino que deben servir como punto de partida para la construcción y mejorias de políticas públicas e indicadores que permitan monitorear la implementación de los derechos humanos en nuestros países. Y cuando exista una plataforma de datos en línea, ésta debe estar abierta al público, garantizando la transparencia proactiva y el acceso a la información. 

10. Destacamos a importância de que estes NMIRFs sejam formalmente instituídos no Estado, de maneira a lhes conferir as máximas segurança jurídica e legitimidade possíveis. Ou seja, que não estejam sujeitos à vontade política de governos para se estruturar e manter, bem como possuam recursos e pessoal próprio, garantindo o constante desenvolvimento de suas ferramentas e continuidade de trabalho.

10. Destacamos la importancia de que estos NMIRFs se constituyan formalmente en el Estado para dotarlos de la máxima seguridad jurídica y legitimidad posibles. Es decir, que no estén sujetos a la voluntad política de los gobiernos de turno para estructurarse y mantenerse, así como que cuenten con recursos y personal propios, garantizando el desarrollo constante de sus herramientas y la continuidad del trabajo.

 

11. Reafirmamos nosso compromisso com os direitos humanos ressaltando a importância de que os NMIRF garantam ampla participação social, na sua construção e funcionamento. 

– No caso dos Estados com NMIRF já estabelecidos, que observem melhorias na participação online e presencial, garantindo o acesso por parte das comunidades e grupos afastados das capitais, de modo a garantir ampla pluralidade e representatividade na participação da sociedade civil; 

– No caso dos Estados com NMIRF em desenvolvimento, que sejam consideradas as boas práticas existentes em demais Estados, mas também as capacidades já desenvolvidas no país, tanto pelos Poderes Legislativo e Judiciário, quanto pelas Instituições Nacionais de Direitos Humanos (INDH) e sociedade civil organizada;

– Em ambos os casos, que o NMIRF represente o compromisso do Estado na acessibilidade e tradução, tanto de maneira literal das recomendações às línguas oficiais e nativas dos Estados, garantindo acesso à informação à todas as pessoas, quanto na tradução em ações concretas e políticas públicas que possam ser implementadas e monitoradas pela sociedade civil e órgãos de controle. 

11. Reafirmamos nuestro compromiso con los derechos humanos destacando la importancia de que los NMIRFs garanticen una amplia participación social en su construcción y funcionamiento. 

– En el caso de los Estados con un NMIRF ya establecido, que vea mejorada la participación en línea y presencial, garantizando el acceso de comunidades y grupos alejados de las capitales, para asegurar una amplia pluralidad y representatividad en la participación de la sociedad civil;

– En el caso de los Estados con NMIRF en desarrollo, que se tomen en cuenta las buenas prácticas de otros Estados, pero también las capacidades ya desarrolladas en el país, tanto por el Poder Legislativo y Judicial, como por las Instituciones Nacionales de Derechos Humanos (INDH) y la sociedad civil organizada;

– En ambos casos, que el NMIRF representa el compromiso estatal en la accesibilidad y traducción de las recomendaciones a las lenguas oficiales y nativas de los Estados, garantizando el acceso a la información de todas las personas, así como traducirlas en acciones concretas y políticas públicas que puedan ser implementadas y monitoreadas por la sociedad civil y los órganos de control.

Brasília, 05 de junho de 2024.

Brasilia, 5 de junio de 2024.

Organizações que assinam                                                                                                     

Organizaciones firmantes

  1. Acción por los Niños 
  2. Asociación de Madres y Familiares de Uruguayos Detenidos Desaparecidos
  3. Asociación de Desarrollo y Crecimiento Personal – ADECP
  4. Campanha Nacional pelo Direito à Educação
  5. Católicas por el Derecho a Decidir (Bolivia)
  6. Centro de la Mujer Peruana Flora Tristán
  7. CLADEM-Uruguay 
  8. Colectivo EPU Perú
  9. Coletivo RPU Brasil
  10. Colectivo TLGB de Bolivia
  11. Comisión de Damas Invidentes del Perú (CODIP)
  12. Comisión Ecuménica de Derechos Humanos  (Ecuador) 
  13. Comunidad de Derechos Humanos de Bolivia
  14. Conectas Direitos Humanos
  15. Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) 
  16. Coordinadora de la Mujer – Bolivia
  17. DITEC-Uruguay
  18. Famílias Presentes
  19. Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI
  20. Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – GAJOP
  21. Geledés – Instituto da Mulher Negra
  22. Gestos (soropositividade, comunicação e gênero)
  23. Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena
  24. Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos – IDDH
  25. Instituto Promoviendo Desarrollo Social – IPRODES
  26. Instituto RUNA
  27. Justiça Global
  28. Mujer Y Salud en Uruguay-MYSU
  29. Organización ALEPH de Peru
  30. Plataforma Dhesca
  31. Qosqo Maki
  32. RCA – Rede de Cooperação Amazônica
  33. Red Pro Cuidados 
  34. Visión Nocturna
  35. Washington Brazil Office (WBO)